Bateu aquela agonia outra vez. De repente, voltei a sentir medo. Não sei, a vida estava caminhando tão bem, tão certa. Estava recobrando uma confiança que eu nem sabia que existia em mim. Talvez seja a falta de exercício. Talvez tenha sido o último acaso. Ou deslize, não sei. Aprendi a me cobrar menos, mas as pessoas, pelo jeito, nunca vão aprender.
Hoje incomodou, me tirou do sério. Ou melhor, roubou meu equilíbrio. Minha confiança. Desmoronou a boa imagem que construí nos últimos dois meses. Vai saber.
Por mais que eu saiba, muitas vezes, não é intencional. Por isso a empatia se faz essencial em qualquer circunstância da vida. Não consigo me encaixar nesse modelo que as pessoas esperam. Quando me dou conta, já foi, fui mais uma vez o que me propus a ser, nada além. Me aborrece isso de aborrecer os outros, como vou adivinhar o que eles esperavam?!
Verdade seja dita, às vezes nem eu entendo o que faço. Quando me dou conta, já foi, tarde demais. Não posso morrer toda vez que o trem descarrila.
Queria ir embora. Gosto da ideia de terminar. Gosto, mais ainda, de começar. Traçar metas, imaginar, acreditar e me comprometer a ser. Queria um pouco mais de espaço. Um pouco mais de mim para poder ser eu completamente. Sem limitações. Sem interrupções. Me mata não ser o que sou pelo simples fato de não caber no que os outros esperam que eu seja.

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