"Eu já nem seiSe valeu a pena todo esse amorEu sei que foi eterno enquanto ele durouMas quanto tempo vai durar a minha dor também?Eu cansei de todas as formas que eu tentei buscarA solução pro nosso eterno mal estarE a sua solução foi encontrar um outro alguém."(Gustavo Kraemer e Vinicíus Kunzler)
Se a gente soubesse o tanto de culpa que uma saudade pode carregar, pensaríamos um pouco mais antes de abrir mão. Engraçado, minhas saudades foram todas muito bem pensadas. Sempre temi a perda de algo ou alguém. Por isso, tudo o que dependia única e exclusivamente da minha vontade, foi estrategicamente calculado. Mas a vida não é nada disso.
Daí que eu esbarro na saudade em uma música qualquer da trilha sonora de um filme aleatório que me ocupou a noite de um sábado sem programação. Daí que essa mesma saudade se estende e se acomoda, e trata de ficar, porque, no fim das contas, tá tudo tão organizado e no lugar, que não existe preocupação maior para ela. A casa é tão convidativa.
Fico assim e não há nada que possa ser feito. O pior da saudade é que a gente não escolhe a hora certa para ela chegar. E quando você se dá conta, uma saudade vai puxando a outra, de forma que o seu único desejo no momento é voltar. Eu sei o quanto isso soa estúpido. Pode ter certeza, quem mais sabe sou eu. Mas nem por isso deixa de acontecer.
Minha saudade não tem nome. Muito menos endereço, telefone, e-mail para o qual eu possa recorrer e, quem sabe assim, resgatar algo. Pra ser mais sincera, acho que não sei de mais nada da minha saudade. Dissemos adeus há muito tempo. Seguimos caminhos totalmente contrários e tenho quase certeza de que do lado de lá não coexiste a mesma falta.
E isso só faz da minha saudade a maior de todas.

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