Acho
engraçada essa mania humana de simbolizar as coisas, significar a
passagem do tempo de alguma forma que torne palpável tudo aquilo que
o decorrer do destino trata de trazer e levar. Por isso comemoramos a
passagem do ano, o cumprir da década, a evolução do século, o
passar do milênio.
É
como se buscássemos sempre justificar a vida. Cheios de porquês e
para quê, a fim de satisfazer gregos e troianos com algo que nem
mesmo nós conseguimos confirmar com satisfação.
A
vida é feita de maturação. E só depois de muito apanhar a gente
se dá conta de que é impossível antecipar as coisas. O destino,
independente da nossa vontade, vai se cumprir.
Não
que sejamos totalmente vulneráveis ao acaso. Ainda exercemos o livre
arbítrio em grande parte dessa história. Mas nem sempre conseguimos
mensurar os alcances das consequências. É uma roleta russa, um jogo
de sorte; ou azar, você escolhe.
Mas
o que me faz gostar de toda essa magia em torno da evolução é
constatar as pequenas coisas. É sentir as mudanças de uma forma tão
presente que até parece tátil.
E é nessa hora que me vem uma vontade enorme de colocar um bilhetinho debaixo da porta de Deus, agradecendo cada tropeço e cada afago. E dizer, por fim: agora entendo o porquê de tudo aquilo.
E é nessa hora que me vem uma vontade enorme de colocar um bilhetinho debaixo da porta de Deus, agradecendo cada tropeço e cada afago. E dizer, por fim: agora entendo o porquê de tudo aquilo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário