Do latim, 'ação de chegar ao desenvolvimento pleno,
o que está maduro'.
o que está maduro'.
Incrível
a ordem inversa das coisas. Inacreditáveis as contradições que me
habitam. Engraçada essa sensação de estar vivendo uma fase
preparatória. É, como se os dias de hoje não me servissem para
nada mais além do que me deixar apta a viver os dias que estão por
vir.
Eu
sempre fui de planejar. Sempre tive estratégias, contei dias,
programei a vida nos conformes da minha existência. Não sou fã de
surpresas. Por isso gosto de ter um plano B, caso as coisas desandem.
Mas ultimamente as coisas não têm seguido meus cronogramas à
risca. E sobre isso eu tenho muitas observações a fazer.
O
roteiro original fugiu do meu controle. Por um bom tempo eu fiquei
perdida em meio ao que eu, com certeza, nunca seria e às poucas
opções que me restavam. E isso me deixava louca. Mas eu percebi que
existe o tempo da maturação. E a gente só se dá conta disso
depois que ele já fez mudanças drásticas na nossa forma de ver as
coisas.
Então,
por mais que a vida me pareça estagnada e, embora eu ainda tenha a
leve impressão de que poderia estar fazendo muito mais, respeito o
tempo da maturação que me habita. Não tenho nada a perder. Ah,
sim, a pressa – que sempre me foi corriqueira –, tenho dado um
jeito de ignorá-la o quanto posso. Tenho tentado entender e assim
aceitar essa fase preparatória.
Assim
como não podemos voltar no tempo, não devemos de forma alguma
apressá-lo além da conta. Existe uma explicação sagrada para as
coisas acontecerem em determinado momento. Isso a gente só vê lá
frente. Não apresse. Não queira abraçar além do que os seus
braços alcançam. Não envolva o outro se você sabe que não vai
dar conta. Não prometa se existe a possibilidade de não cumprir.
Espere. Com a calma de quem tem a certeza de que a hora vai chegar. E
com a certeza de que pode nunca chegar. Tudo bem, isso a gente também
resolve no tempo certo. Por hoje me basta acreditar.

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