Ainda que eu prefira céus nublados, gosto da certeza que o céu azul deposita em nós. Não sei, talvez a clareza do dia se misture à clareza dos fatos, de forma que nada fica subentendido quando estamos às claras. Os dias nublados guardam em si um mistério que parece nunca ser desvendado. De um lado o oculto, a dúvida, a sensação premente de que algo mais pode acontecer. Do outro, a cor, a claridade, sem sombras, porquês, brechas ou dúvidas. Quase sempre sabemos o que esperar de um dia aberto. E talvez seja essa a razão de eu preferir dias assim nos últimos tempos. Menos surpresas. Mais certezas. Viver em si é um jogo em que precisamos aprender o quanto antes a ter equilíbrio.

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