quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Time after time (1)



    Eu carrego um cansaço descomunal. Uma dor que nunca passa, mas quase sempre se cala. Uma falta de coragem (ou vontade) que me impede de ver os dias como um convite p’ra felicidade. Tenho definhado naquilo que tanto “lutei” para alcançar. Não quero ficar. Mas não desejo de forma alguma partir. Gasto o tempo com o que me parece mais aprazível. Leio e releio os códigos. Sonho com o passado. Me preocupo atoa. Queria sumir por uns tempos. Nascer de novo. Ou não. Queria dar fim aos problemas que eu mesmo criei. E aos que me pegaram de surpresa. Quero descanso. Tempo para ouvir músicas. Ler histórias e me apaixonar por todas elas. Quero viajar, conhecer o mundo e, ao mesmo tempo, quero um lugar só para mim. Azul celeste. Me sinto velho. Ao mesmo tempo, acredito que vivi muito pouco os últimos anos. Queria a resposta para minhas dúvidas. Queria saber de bem menos. A maior virtude humana é a ignorância. E por querer saber de mais, acabamos não sabendo do principal. Na maior parte do tempo, melhor mesmo é não saber de nada.

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