quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Y ya no sé qué hacer.



Vesti-me com o melhor sorriso.

Deixei o volume da vida se apossar dos cabelos que já não queriam mais estar presos...

Ao tempo,

Aos dias,

À vida que deixou de ser.

Ouço essas canções em castelhano e desejo viver outra vida.

Ainda penso como cheguei aqui. Planejo uma rota de fuga.

Um apartamento com sacada provençal, dois gatos e uma vista de dar inveja.

Que todo futuro compense o passado e me faça esquecer o presente.

Quero uma película dessa vida.

Uma biografia escrita aleatoriamente, cheia de rodeios e mentiras. 

O que vale no fim das contas é quem somos para nós mesmos.

Sejamos fiéis.

Ao sonho que nunca vai se tornar realidade.

Ao mantra de vida.

Ao consolo da morte.

Sem medo, sem peso. Que a alma não pese mais que o corpo.

Se querem saber, morri.

Vivo, desde então, em busca de outra distração.

Ah, sim, eu esperava mais compreensão.

Do lado de cá, perder já nem parece tão ruim.

A vida é um jogo.

No fim das contas, viver quase sempre é perder. 



Nenhum comentário:

Postar um comentário