Vesti-me com o melhor sorriso.
Deixei o volume da vida se apossar dos cabelos que já não queriam mais estar presos...
Ao tempo,
Aos dias,
À vida que deixou de ser.
Ouço essas canções em castelhano e desejo viver outra vida.
Ainda penso como cheguei aqui. Planejo uma rota de fuga.
Um apartamento com sacada provençal, dois gatos e uma vista de dar inveja.
Que todo futuro compense o passado e me faça esquecer o presente.
Quero uma película dessa vida.
Uma biografia escrita aleatoriamente, cheia de rodeios e mentiras.
O que vale no fim das contas é quem somos para nós mesmos.
Sejamos fiéis.
Ao sonho que nunca vai se tornar realidade.
Ao mantra de vida.
Ao consolo da morte.
Sem medo, sem peso. Que a alma não pese mais que o corpo.
Se querem saber, morri.
Vivo, desde então, em busca de outra distração.
Ah, sim, eu esperava mais compreensão.
Do lado de cá, perder já nem parece tão ruim.
A vida é um jogo.
No fim das contas, viver quase sempre é perder.
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