segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Entenda, Zé.

Acabou. Já passou. Abafou.
Sumiu.
Tudo o que havia de ser feito assim foi.
Nem lembrança. Nem saudade. 
Nem nostalgia. Nem vontade de voltar.
Voltemos ao ponto em que tudo começa.
Recomece.
Siga sem mim.
Eu fiz o mesmo.
O nosso caso não resguardou nem um grama de consideração.
Desconsidere.
Para mim tu és estranho.
Para você, não passo de um conhecido.
Despeça-se. Se apresse.
O tempo corre pra quem não acompanha seu passo.
Ultrapasse.
A vida vai exigir sempre da gente.
Esqueça. Todos os dias. Mas lembre-se sempre que possível.
Diga Adeus.
Não haverá outra despedida.
Já é tarde, seu tempo é outro.
Minha mente também.
Já não somos os mesmos.
Não seremos nunca mais.
Que assim seja.
Siga em frente.
Ou dê meia volta.
Só não olhe pra trás.
Mas não se esqueça dos lugares em que pisou.
Das pessoas que conheceu.
E das que se arrependeu.
Trabalhe, Zé. 
Busque outro meio.
Meio torto, do seu jeito.
A seu gosto. Por apreço.
Ande, mais um passo.
Siga seu compasso.
Faça pouco caso.
Dessa vida, nada se leva.
Seja leve, fique firme.
Viver, volta e meia, pede pressa.  



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