Sobre ouvir falar.
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Há tempo não ouço notícias dos fatos que se sucederam desde o tão esperado fim. Talvez tenha sido proposital, talvez nem signifique tanto assim como para mim aparenta. Hoje não são só os dias que nos separam, mas a geografia em si. Mudei alguns poucos hábitos. Tem me faltado tempo para tudo aquilo de que gosto, essa ocupação de ser gente grande me rouba demais de mim. Acordo com pressa, me deito próximo ao esgotamento de quem já não tem mais cabeça pra pensar. Sim, ainda penso muito, só Deus pra dar conta dessa máquina ambulante e esquálida. O único luxo a que ainda tenho permitido espaço são as músicas e seus novos significados. Nem as palavras têm tido vez nessa terrível confusão. Nem notícias, nem saudades. Nem aquelas poucas pausas de saudosismo e nostalgia de banco de praça. Nem souvenir, não, não há mais tempo, o espaço é juridicamente impossível e ineficaz. O que fazer se o ato é inválido desde sua origem?! Nulo de pleno direito, com efeitos ex tunc, porque a vida se vive pra frente, sem muita folga pra pensar e quem sabe dessa vez fazer certo e direito. Perdi contatos, melhor, tratei de apaga-los, sem guardar resquício de maldade ou cortesia. Quantos passarão sem ser passarinho?! Aos montes, permita Deus que eu os ultrapasse sem maiores dores. Dá-me ao menos um sono tranquilo e um motivo probo pra sorrir. E coragem pra persistir sozinha nessa caminhada languida que é buscar ser alguém no mundo. Que a vida não me pegue de surpresa, e que o tempo me mostre como aproveitar toda última oportunidade. E isso é só o começo, tenho dito. Mas a gente aprende com o tempo a hora certa de calar.
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