domingo, 29 de setembro de 2013

Sobre goles, atrasos e fim do mês.


      Zé, o telejornal me lembrou de que o ano já se foi em 75%. Hora de pesar os pós e os contras?! Em verdade, pouco fiz além de um estudo monográfico. Houve a tentativa inerme de enveredar os caminhos fitness, mas cá estou eu, vítima do meu corpo trépido, com mais dores e problemas do que pode julgar minha vã filosofia. Uma taça de vinho, Zé, para acompanhar os dias corridos, as soluções capengas, o fim da vida acadêmica e o medo da vida adulta. Uma música de letra, melodia e acorde puro, daqueles que a gente degusta como perito habilitado. Manhãs de sol fraco e nuvens algodoadas, tempo mais ameno, Zé, esse calor derrete a alma e aperta o juízo. Sem torturas, não quero que a carne traia. Cansei de diretas não vistas e indiretas cogitadas. Não existem fórmulas, manuais, planos e entendimentos filantrópicos, Zé. A vida vai ser isso mesmo que a gente encontra no dia-a-dia e pensa que não passa de nada. E vai haver sempre uma dúzia de desculpas pra justificar o erro ou o acerto do rumo. E outro estúpido pra depositarmos a culpa. Esqueça a simplicidade da vida. Ela foi feita para complicarmos. Ninguém se julga feliz tendo uma vida simples, por isso, sossegue o facho e aquiete o pensamento. Vai acabar e você não se dará conta. Quando perceber, estará sentindo falta dos dias de cão em que cruzava a interestadual, como acontece agora vendo as fotografias de décadas passadas. Que esse mal não me acometa, peço como um lembrete. Pecarei mais uma e tantas vezes pagando com a língua. Por fim, quero que o domingo não seja perdido, e que tanta organização me sirva pra alguma coisa. Hora de terminar a atividade, Zé, mas antes disso, dê-me outro gole de vi(da)nho.

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