quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Olá! Como vai? Diga lá o que se passa nesse coração...


     Ok, pensei em você cinco minutos atrás. Não tenho porque disfarçar. Você, meu travesseiro, o cachorro do vizinho, todos sabem ou ao menos desconfiam das falácias e fantasias que povoam a minha mente. Tentei inutilmente não desviar o caminho, mas cá estou eu escrevendo palavras que me comprometem até o último fio de cabelo. Ainda sou torta, peco por excesso de desconfiança e pessimismo (ou seria realismo exacerbado?). Também costumo falar demais e desviar o foco, só pra me arrepender no segundo seguinte. Talvez eu dê importância demais às pequenas coisas e acabe me apegando e maltratando mais do que o necessário. E vai ver isso fica mesmo chato e um tanto assustador com o tempo, mas não se espante com o tom sombrio e amargo das palavras. Por trás da casca grossa existe a manteiga derretida dos filmes mulherzinha. Só não me deixo tão à mostra. Exposta, aberta e solícita. Nunca fui assim, embora os “amigos” digam que sou fácil de levar. Tento demonstrar o mínimo possível, e cada passo me parece um deslize. Não vou me comprometer mais do que as palavras me permitem, se quiser, corra atrás de mais espaço. Se não lhe agrada, poupe a graça, guarde o sorriso frouxo, as canções amigas, as discussões providas de cunho altruístico e apaixonado, faça as malas e diga adeus a uma vida não planejada. Sem querer ouvir a voz que há tempo me reclama por um novo atrativo, me peguei dando mais atenção aos pequenos detalhes do dia. Não tenho porque disfarçar os defeitos, já os conhece de cor. Ou talvez eu precise desembaraçar presente e passado pra você me entender. Sei que ainda trago muita coisa à tona e isso também me confunde. Não no sentido de não saber o que quero, mas em saber que já não me atinge, nem pertence. Enfim, te peço paciência, e uma dose a mais de interesse, não se deixe enganar pelo prelúdio mal formulado, nem pelos parênteses vagos entre o primeiro e o segundo ato. Deixemo-nos levar pelas micro rubricas, subjetivando o que sentimos em prol de um objetivo comum. Com verbos sempre no presente do indicativo. Indicando aquilo de que precisamos pra nos entender.

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