sexta-feira, 26 de abril de 2013

"Don't you think it was hard?



 ...I didn't even say that you died."

    Eu até entendo as pessoas que não entendem o meu jeito. Eu sou até passível de concordar e até dar razão a elas em alguns momentos. Eu também exagero na dose. Eu também sou irredutível quando quero, e quase sempre é o que quero ser. Pior, eu dramatizo mais do que a vida pede, mas também suporto mais do que devia boa parte do tempo. E há dias em que eu não quero nada além de me lamentar sobre tudo. Há dias em que eu desejo pelo menos um milhão de vezes a minha morte. Há dias em que o simples fato de levantar da cama desmorona meus sentidos. Hoje precisei de meia dúzia de lágrimas e dois despertadores pra sair do quarto. Porque é exatamente nesses dias em que não bastam conversas, brincadeiras, sonhos, promessas prontas para serem quebradas e todo tipo de coisa que a gente faz e nem percebe. Não percebe porque, no fim das contas, não vai mudar em nada o que sentimos agora. E não, não existe pílula azul que melhore meu humor, não existe essa saída prefeita para o cinema, nem essa companhia que tanto me agrada, nem um lugar no mundo em que eu me sinta um pouco melhor. Hoje eu poderia implodir, morrer mil vezes em mim mesma. E não faria diferença alguma. Nem pra mim, nem pros outros.