Fui rei nesse meu mundo sem dono. Comediante pra esses rostos tristes e sem sorrisos. E fui saudade por inteiro. Amor de escanteio. Dor que doeu até demais. Alegria que se foi, não volta mais. E vontade. Mais solidão que companhia. Mais atenção e maestria. Equilibrista na corda bamba, fui amigo do inimigo. Sorri quando tudo me foi perdido. E fui sozinho, sem ombro amigo, nessa minha mania de querer bem e saber mais. Fui muito mesmo, sem ser demais.
