A mais útil e significativa que
aprendi ao longo dos anos acadêmicos e dias vividos. Antes a consciência
tranquila e a corpo são de um “não” bem colocado, a arcar com as
responsabilidades de um “sim”. Sim, quer dizer, não, não vou mais me sujeitar
ao bel prazer alheio por temer magoar alguém. Cautela nunca foi o forte da
humanidade, ainda mais nos últimos tempos. Não é a ideia de: o mundo é assim,
também vou ser -, abomino essa filosofia medíocre de ser diferentemente igual ao
mundo. Sou o que acredito valer mais, pra mim e para o mundo, sem
necessariamente ser ou me importar com os outros. O maior erro que você pode
cometer na vida é se importar demais. É valorizar o que ninguém mais deu
atenção, e assim ficar preso a algo que, fundamentalmente, nunca existiu. Mais
vale a liberdade de ser por simplesmente se agradar disso, a acorrentar-se aos
modelos e padrões éticos. Deus me livre e os anos me protejam de ser tão prudente
na vida. Queira, ao menos, que eu seja criteriosa, segurar a onda, pra não me
afogar. Não sorrio mais por conveniência, nem teço elogios se o desagrado me
corrói a alma. Mantenho a aparência do que é extremamente necessário, nada
além. Ódios, luxos, afagos e agrados, todos postos à mesa. Não há o que
esconder ou o que contar. Explicações são desnecessárias depois que o mundo
trata de dizer quem você é. E eu não vou me desculpar por ser isso aí.

Nenhum comentário:
Postar um comentário