Eu
só quero uma desculpa pra poder ir embora. Honestamente, aprendi a abrir mão
daquilo que me prendia, me atrasava, me doía. E hoje, acho que mais do que
nunca, qualquer premente necessidade de me prender a algo, faz disparar meu
sensor interno - hora de pular do trem -, ele me avisa. Perdi, perdi mais por
não saber fazer isso, por não aceitar a realidade, ou ter de me acostumar às
imposições e vontades alheias. A gente não muda a realidade só por querer, mas
não pode se deixar refém dela pra sempre. E não há como ser submisso aos
desejos e caprichos de alguém mais do que isso possa nos impactar. Não podemos
abrir mão de sermos o que somos só porque agora incomoda alguém. Haja
paciência, ou boa vontade pra se adequar aos padrões que nos são dados. Quero me
aventurar, nem que seja a última vez. Quero não ter a obrigação de satisfazer,
e de ir e voltar quando eu bem entender. Ninguém sabe mais e melhor de mim do
que eu mesma, então não tenho porque acreditar nessa história de “amigos que ti
conhecem como ninguém mais” ou verdades na cara. Eu sei de mim, e trato de
cuidar do que me interessa. Tô mais pra um reggae, qualquer coisa assim, deixei
a sinfonia metódica e perfeita de lado. Sou toda errada e revolta na minha
batida dançante. Pouco me importa se incomodo. Já me deixei incomodar por
coisas inaceitáveis, e francamente, passei da idade de me preocupar com os
limites da felicidade. Que ela venha como bem entender e onde bem couber. Em
quem vai doer ou agradar, pouco faz diferença.

Nenhum comentário:
Postar um comentário