terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Lumiar.



       Somente a dor de ter perdido pra nos dar a certeza de que nada é pra sempre. Talvez, até mesmo aquilo que pensamos ser tão presente, verdade nunca foi. Uma verdade pode existir só para você, acostume-se ao fato de se enganar, e se trair ao menos uma vez na vida. Acomode-se ao que não tem mais solução, e verá que o comodismo soluciona o que não tem jeito. Sorria ao menos uma vez em frente ao espelho, só para certificar-se de que as mágoas e tristezas da vida não fizeram desaparecer a luz e a fé que te mantêm viva. Brinque, ria dos próprios erros e das tragédias que já viveu, elas serviram pra alguma coisa, ou você não estaria aqui para lembra-las. Sempre que sentir vontade de dançar, arraste o sofá para o canto, rodopie até perder o equilíbrio, é o único momento e que lhe é permitido perder o controle. Não desabe, não reclame se não fez nada ainda pra mudar a situação. Culpe aos outros e a si mesma. Perdoe o que não conseguir levar, e guarde apenas o necessário. Não fale se não te faz bem, nem tente manter aparências que não existem. Viva a vida pelo que ela é, e pelo que você consegue ser todos os dias. Meio santa, meio louca ou completamente perdida. Todos têm um caminho pra seguir e uma estrela pra guiar. Substitua a amargura de uma solidão mal curtida por altas doses de glicose achocolatada. Ou por outro romance de Nicolas Sparks, tudo é válido, menos permitir que o brilho de alguém ofusque o que você tem a mostrar. Todos conseguem seu lugar ao sol, não permita que as nuvens e o tempo difícil te proíbam de iluminar a vida também. Temos muito a viver. Mas só precisamos contar com o que convém.      

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