quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Escolha.



        Você me ouviu bem quando eu disse que só aceitava com uma condição. Você sabia de toda a história, você me disse: nunca vai ser. Decidida, eu continuei, eu deixei acreditar que era isso mesmo, na minha cabeça romancista e genérica, pracinhas combinavam com reencontros, taças de vinho faziam a gente esquecer qualquer mágoa. Você me disse que era assim, porque as outras voltavam, sempre voltaram. Eu não, eu não voltei. Eu lhe disse: ele vai esperar que alguém entre por aquela porta, mas passado, passado, pra mim, não volta. Eu não volto, ainda que esteja presa por uma centeia de vida. Te digo hoje, com toda certeza e dor que já pude sentir, não vai ser, nunca foi e nunca será. Meu humor vai oscilar entre ira e ódio, prepare-se para o que teremos de melhor. Você escolheu a quem proteger, pague o preço por isso. Eu quebrei a cara, você perdeu uma amiga. E tudo bem em não estar bem, passado não volta. Confiança não se recupera. Sejamos realistas daqui pra frente. Minha maior tranquilidade é saber que já não é mais.