"Eu achava que tinha de tudo para sempre
Que eu tinha amigos de verdade
Mas a verdade sempre vem bater à porta
A gente tenha ou não vontade"
Que eu tinha amigos de verdade
Mas a verdade sempre vem bater à porta
A gente tenha ou não vontade"
OK! Canções de amor, vocês ainda nos ensinam o que a gente insiste em não aprender. O sarcasmo magnifico do trovador recompõe aos poucos o que a dor causou. Mas não é só de amor, bem amado, homem e mulher que estou falando. É amor além de tudo aquilo visível aos olhos, necessário e irracional. Feito de pele, sorriso e mania, presença e espaço nos lados e cantos, meus, seus e de tantos. Então, é de pessoas que nos preenchemos, porque de que adianta ser tudo sem ter com quem compartilhar?! É como tesouro escondido, desperta surpresa, mas com o tempo, a dificuldade faz perder a graça. Simplifiquemos de agora em diante, nada de despejos desmedidos nas vidas alheias, sem querer tempestade se você só tem meio copo d’agua a oferecer. Eu sempre dei mais do que podia e isso não bastou, mas um dia a gente acorda e vê que acabou. Eu percebi que de nada adiantou, o meu esforço, a boa vontade, o agrado tolo e a chance certa pra pessoas erradas. O bom dessas coisas é que a gente aprende, de uma forma ou de outra, que diligência é comedida, dignidade e autoestima. É não arriscar, se tem algo a perder. Hoje eu repito que riscos só devem ser corridos se lhe ocorre a sutil certeza de felicidade. Felicidade não, que é coisa rara, digamos reciprocidade. Acredite, uma pessoa só vai abalar você se você deixar. É só ter autocontrole de si mesmo. Jamais permita que a dor perdure, que a saudade fique e machuque, que verdade se esconda e não ajude. Ninguém melhor que a verdade pra te fazer enxergar as coisas. Perceba os interesses, o que alguém busca em você. Qual sua importância, qual a necessidade súbita que abaliza esse querer. Você vai ver que muito pouco vale uma dor de cabeça, e que sossego e liberdade fazem toda a diferença. Não queira forma, ou opção, ninguém determina se você vai ou não. Tome as rédeas da situação, ninguém precisa ser capacho ou ter amigos por ocasião. Nem dê espaço pra arquiteto fazer demência de decoração, você não precisa ser comandado se já conhece a direção. ‘Um tropeço ensina mais do que o sucesso, e é tudo bem mais claro agora”.
(...)Hoje eu só ando a pé
Mas eu continuo a andar(...)"

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