Eu tinha em mente que o tempo cura tudo. Não, não cura. Há certas coisas na vida que não precisam de cura, simplesmente porque não têm solução. É sim, estranho se convencer disso, mas é verdade. Não adianta deixar tudo de lado, nem ignorar... superar, talvez seja a palavra que mais fique próximo do que se pode fazer. Não nego, perdi muito tempo jogada em minhas saudades, minha terrível mania de só querer as coisas do meu jeito. E esperar que as pessoas adivinhem o que se passa em mim. Confusa, sou fraca e insegura quando as coisas não se mostram claras. Pior, sou orgulhosa ao extremo pra controlar meus anseios. Cansei de repetir “passa, um dia passa”, e eu sinceramente achei que passaria. Não passa não, não passa nunca. Permanece, ainda que você não queira. Nas músicas, nos livros, nos cheiros. Nos dias, nos sonhos, nos planos, na época da sua vida. Resta escolher o que fazer... esperança, quem sabe. Permitir que entre, mas que pouco fique. Não deixar se inundar mesmo, porque eu já fiz isso. Não deu certo. Sei lá, às vezes acredito que tenha sido cobrança demais da minha parte, ou talvez tenha sido minha insatisfação mesmo. Mas meus olhos não mentem o cansaço que dá esperar, nem a tristeza de se encontrar só. Verdade seja dita, sentir escorrer pelas mãos o que você tanto deseja é aterrorizante. Acredite em mim, por isso não me esforço mais tanto. Não é que eu tenha desistido, só espero argumentos melhores, verdades maiores pra me segurar. Ando controlando minhas compulsões que beiram ao desespero. Difícil é reconhecer que os outros não querem que seja diferente. Mas quando você se convence disso, tudo fica mais fácil, acredite, tem sido assim comigo.
(8)Das coisas que eu entendo - Nenhum de nós

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