Por isso eu deixei o “pra sempre”, é tempo demais. Digamos que quero algo mais sucinto, enxuto mesmo. Sem toda aquela mera velha complicação. Ok, não vou exigir quando sei que causo a maior parte da confusão, mas agora, sem estresse, por favor, nada que amargue a garganta e maltrate o coração. Não procuro começos, não enxergo os finais, resolvi abstrair tudo isso, e o que continua é lucro. Sentei num canto da casa pra ouvir meu silêncio e percebi que ele se acalmou, não incomoda mais. Sabe aquele vazio que eu não entendia?! Pois é, ainda não entendo, mas não me preocupa também. Vazios todos nós somos, seja de amor, maldade ou felicidade. Aprendi a gostar do que é estranho, e me acostumar com o que não tem mais jeito, remar contra a maré nunca me pareceu grande feito. Meu mar é meio revoltado mesmo, volta e meia o barquinho vira, mas não deixa os tripulantes se afogarem no mau tempo. Minhas saudades, não sei, cansaram de ser saudade, ou encontraram outro lugar pra se acomodarem. Melhor assim. Sem mais desculpas, arrependimentos, explicações fora de hora e preocupações alheias. Desejo algo realmente bom. O que tiver, eu aceito. O que vier, eu aguento. Perdi mil pedaços, tem tempo, e quem diria, ainda tô aqui, acredite, vivendo.

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