Talvez eu tenha aprendido a amar menos. Não que isso seja bom, mas foi necessário, caso contrário, seria fatal. Porque essa história de querer saber se alguém te ama só um pouquinho não vale a pena. Não faz muito bem. E “pouquinho” nunca é o bastante. Então você descobre que mais da metade do mundo se contenta com isso, e passa a ficar mais tempo sozinha. Verdade seja dita, contentar-se é perda de tempo. Eu procurei me esvaziar de tudo isso. Porque no vazio cabe muita coisa. E quando eu sentir falta de algo, posso procurar no meio do nada o que me distraia, pelo menos. As pessoas me dizem que eu estou um tanto perdida, que sou pouco suave e muito sincera. E isso só prova que elas nunca me conheceram. Eu fui criada, protegida, sempre curiosa. Vivi procurando por algo, tentando encontra-lo na correria. E quando eu parei de procurar, eu vi o quão longe eu tinha ido. Vi que de nada adiantaria falar o que as pessoas deveriam ter sido ou lamentar aquilo que passou. A vida é cheia de erros, destinos e fatos banais. E você tem de fazer escolhas, ser certo ou errado. Até mesmo, algumas vezes, sacrificar as coisas de que você gosta pra poder continuar. Sabe, eu tinha sonhos, eu tinha histórias pra contar, sorrisos pra agradar e carinho pra distribuir. Mas tudo passa. E há uma grande probabilidade das coisas não mudarem.

G-suis! Tô boquiaberta. É impressionante como a cada novo post você me surpreende e emociona mais. Só que esse sem dúvida foi o mais perfeito de todos os perfeitos que você já fez.
ResponderExcluirParabéns e continue sempre nos emocionando.
;*
Que é isso, hein, Andressa!
ResponderExcluirNão sabia que vc escrevia tão bem. Parabéns!
Airton Rafael da Cruz Costa
Obrigada pessoal!!!
ResponderExcluirÉ muito bom saber que vocês gostam das loucuras que escrevo!!!!!!
^^