Não sei, mas esses dias eu me peguei pensando em coisas que você dizia. Lembra de um tal futuro que a gente planejava?! Não sei bem porque fui pensar nisso, mas será que ainda ocorre de eu passar uma vez sequer na sua mente?! Sei lá, talvez eu nem queira saber a resposta no fim das contas, mas é que isso me ocorreu e eu não sei bem o que fazer a respeito.
A vida correu, quem diria. Pedi tanto para que passasse depressa e só hoje me dei conta do quanto ela tem voado. Hoje procuro um meio de contê-la. Tenho sentido na pele os efeitos dessa velocidade promíscua de tão veloz. Eu até tento encarar com leveza, mas vez ou outra me bate um desespero em pensar que já posso ter perdido tanto tempo. Sei lá, talvez eu esteja só começando, mas às vezes sou tomada por uma ideia besta de que tenho os dias contados.
Mudei tanto os planos, você nem imagina. Se hoje eu pudesse te contar, aposto que riria da minha cara. Mas me apoiaria porque, no fim das contas, você era um dos únicos que acreditava, às vezes até mais do que eu mesma. Eu mudei isso também. Deposito uma fé gigantesca na pessoa que me tornei e devo muito disso a você, espero que saiba agora.
E foi isso. Eu desacreditei de tudo. Desisti de metade do plano. E sei que ainda posso mudar de ideia e me livrar do restante. Só acho um tanto impossível voltar. Retomar de onde parei. Há partidas que nos impedem de retornar ao ponto de origem.
Eu disse adeus para o que eu era e com isso quebrei o vínculo. Retornar seria trair o descanso eterno daquela que fui. Por isso eu sigo, não vejo mais necessidade em voltar a ser. Sou o que posso e o que ainda desejo. Por que a vida também é feita disso. De tudo o que ainda queremos e de tudo o que já não podemos mais.

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