sábado, 21 de novembro de 2015

Final Feliz.


    Então Zé, você fez a sua escolha. E mesmo eu já não estando mais presente nos seus dias, gostaria de ao menos dez minutos da sua atenção. Acho que posso exigir isso depois do que vivemos.
    Não quero restabelecer qualquer vínculo, nem te parabenizar pelas últimas conquistas, não vou nem dizer que desejo que um raio te atinja, não, Zé, minha raiva já passou. Mesmo tendo consciência de todo mal que você me fez, já consigo lidar de forma madura com isso. Embora não pareça. Embora as circunstâncias te mostrem o contrário.
   Mas você também não é nenhum santo e no quesito solução, você nunca alcançou a média. Não, também não vim aqui para desmerecer tudo o que fez, mesmo eu sempre esperando um pouco mais de você. O erro foi meu em esperar. Porque lá no fundo eu sabia que não seria nada daquilo.
    E é por isso que estou aqui. Só para ter a certeza de que foi exatamente isso o que nos aconteceu. Você não estava nada disposto a tudo o que eu propus, de tal modo que era bem mais fácil fugir e fingir, afinal de contas, esse negócio de amor deixa a gente cego.
   Então me diga, Zé, confirme de uma vez que nada daquilo fez sentido um segundo sequer, porque só assim eu me convenço de uma vez por todas de que não passou de fantasia. Ilusão da minha mente fértil de histórias bonitas.
    Nossos livros estão separados, Zé. Dos capítulos em comum, nada de concreto ficou. Espero que a sua história seja ao menos bonita como aquela que sonhei pra gente. Seja feliz, Zé. Você me deve isso já que não foi capaz de fazer por mim.    

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