Como
perdi nos últimos tempos. Como a vitalidade me foi arrancada de
forma contínua com o passar dos anos. Não sei, mas acho que o tempo
tem afetado cada vez mais a minha forma de lidar com o passado e
assim organizar o futuro.
Me
dói tudo aquilo que vivi contra a vontade. São feridas abertas, que
não se fecham e quase sempre são magoadas pelos acasos da vida.
Cresce em mim uma vontade enorme de não ser eu. Não ser o que eu
era, ou voltar a ser e, quem sabe assim, fazer diferente, ser outra.
Talvez
a vida não seja nada disso que penso. Eu costumo me enganar às
vezes. Mas essa situação tem persistido e se alastrado no meu
cotidiano de tal forma que, por mais que eu queira, acabo definhando
na minha pouca vontade de seguir adiante.

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