Escrevo ao som
da balada do amor inabalável de Skank, e acho engraçado como o passado pode caber
dentro de algumas canções. Os dias que me esperam serão difíceis, já consigo
constatar isso pelo andar das últimas horas. Queixas injustificáveis, mas
corriqueiras.
Eu tento
entender o quanto as coisas ainda precisam dar errado para, finalmente, darem
certo. Será mesmo que ainda falta muito para esse finalmente chegar e ponto? Me
incomoda muito essa mania de errar em tudo aquilo que anseio acertar. Eu falo
por mim, ultimamente tenho me desobrigado a estabelecer perfis de comparação,
estou só evitando mais uma forma de destruição gratuita.
Tenho
desconstituído os padrões. Não quero mais surpresas do destino. E quando elas
me chegam, tento degluti-las da forma menos danosa. Simplesmente porque possuo
pouco ou nenhum controle sobre os acasos da vida. Ou vai ver é melhor mesmo me
acostumar às peças que a vida costuma pregar, e acabar por torna-las
trivialidades.
Tenho permanecido
num estado catártico entre a pressa e a banalidade. Ao mesmo tempo em que não desapego daquilo que
ainda está por vir, encaro o presente como só mais um cumprimento de
formalidades. Burocracias da vida, estou na fila de espera para o tempo futuro.
Vai demorar, eu sei. Trouxe livros e músicas para ocupar o ócio. Minha vez está
longe, eu sei. Mas já compreendi que viver é uma eterna fila de esperas.

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