domingo, 26 de julho de 2015

Oração.


Então, Deus. Eu sei que tenho lhe desafiado. Sei que nunca fui dada ao lado paciente da vida e, por assim dizer, nunca degustei com verdadeira vontade aquilo que me foi dado. Mas, de fato, sempre demorei nas dores daquilo que me foi tirado. Não que eu seja ruim, também não sou de todo boa, peco nos meus excessos, em querer demais e no meu tempo, mesmo sabendo que tens um tempo para tudo.
Também não sou aberta a segundas chances. O perdão ainda pesa mais do que o conforto na balança da vida. Embora eu tenha em mim a convicta certeza de que tudo seria mais fácil. Mas não é. Eu tenho insistido em mudar, ainda que minha boca acuse o contrário. E só o Senhor sabe o quanto me consomem os remorsos e arrependimentos da vida. Tenho alguns, que me roubam e me afastam de mim. Ou daquilo que eu deveria ser.
      Sei que não sou digna de grandes felicidades, nem merecedora das maiores catástrofes. Me conforta uma vida tenra. E talvez, por isso mesmo, ainda me pareça tão difícil e inalcançável o “meu” plano de vida. As coisas mais simples são também as mais sagradas. Por isso não chegam assim, sem merecimento. Dai-me paciência, Deus, se é que ainda tenho direito a pedir algo. Dai-me discernimento para enxergar os caminhos certos. E coragem para abrir os olhos e perceber que todo dia ainda é um milagre.  

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