
O povo foi pra rua. Está no Congresso, nas arquibancadas, nos arredores do estádio. Está na última estação, na ponte Presidente Dutra. Ouvi dizer que um tal gigante acordou. As manchetes e vinhetas mostram o Brasil revolucionário, os novos caras-pintadas, os ativistas, os radicais, os vândalos. A TV mostra a polícia metendo bala, ameaçando, confrontando, sem distinguir quem é bandido e quem é mocinho. Quem é pacífico e quem é radical?! Por quê mesmo estão gritando aqui na rua? Será mesmo que o país do futebol deixou de lado o gosto pelo esporte e quer discutir o papo chato de política? Será mais um grito de descontentamento ou estamos em pleno golpe de Estado? A quem queremos enganar ou só estamos nos enganado? A quem iremos atingir? Quem vai se afrontar, quem vai fugir, quem ousa uma solução dar? A culpa é da copa?! Enquanto isso os “menos favorecidos” destroem patrimônio público e saqueiam o comércio. Mas, se não me falha a memória, o Brasil está nesse buraco desde que nasci, cavando a própria cova. Não é de agora, a corrupção não apertou o calo só dessa vez. Vem magoando há décadas sem muito espanto. Fala-se de política tendo corrupção como sinônima. E todo ano eletivo a lavagem cerebral é a mesma. Escolho aquele que vai me favorecer. E assim é que se pensa em mudar um país. E assim queremos educação de qualidade, hospitais a la FIFA, transporte público digno de assim ser chamado. Somos despreparados. Desde nascidos. Desde a ‘alfabetização’ aos 6 anos de idade. Desde que tiramos o título de eleitor, pedimos dispensa do serviço militar, e entramos na faculdade. Me diz o que se faz com o país do despreparo? O manifesto é de todos, da classe pensante ou daquele que se contenta com o ‘bolsa miséria’? Me diz a verdade, metade da massa sabe porque protesta? Sabe por que estamos em guerra ou é mais uma modinha viral que as redes sociais querem nos enfiar goela a baixo? Brasil é a prova de que, na teoria, a prática é outra. Os holofotes estão virados para nós. Vai, Brasil, mostra a tua cara, prova que um filho teu não foge à luta. Passou da hora de ser a ‘mãe gentil’, chegou o dia do futuro espelhar essa grandeza. Eduque, com gritos e protestos, aqueles que lhe tiram o sustento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário