É
tarde da noite quando percebo a oscilação vertical que se fez em minha vida. A
gente nunca está satisfeito, trágico e convencível se aperceber disso. Talvez
os meus melhores dias tenham se passado sem que eu me desse conta. Talvez a
vida tenha me feito apanhar demais pra que, enfim, eu me desse conta de que é tudo isso mesmo. A gente nunca vai se encontrar em meio a tudo o que se perde.
O que fica e o que vai sempre deixa um gosto amargo de dúvida e só Deus sabe o
que mais.
Eu não queria ter chorado tanto em vão, planejado afinco, fincado os pés em ideias tão absurdas e soltas, tão leves e sem destino. Eu tinha muito pouco em mãos pra guardar tanta certeza. Foi por isso que quebrei a cara. Perdi mais porque tratei sonhos como ideais, quando meus sonhos não passavam de mera fantasia que acaso me trazia. E nem sempre o acaso protege. Não há mais o que perdoar, não cabe nada além do longo silêncio entre as distâncias de tantos nós. Hoje vejo da janela da alma, tanta coisa se perdeu e eu nem dei por falta. Tudo isso, sem excesso, um dia acaba. Passa despercebido.
Eu não queria ter chorado tanto em vão, planejado afinco, fincado os pés em ideias tão absurdas e soltas, tão leves e sem destino. Eu tinha muito pouco em mãos pra guardar tanta certeza. Foi por isso que quebrei a cara. Perdi mais porque tratei sonhos como ideais, quando meus sonhos não passavam de mera fantasia que acaso me trazia. E nem sempre o acaso protege. Não há mais o que perdoar, não cabe nada além do longo silêncio entre as distâncias de tantos nós. Hoje vejo da janela da alma, tanta coisa se perdeu e eu nem dei por falta. Tudo isso, sem excesso, um dia acaba. Passa despercebido.

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