segunda-feira, 7 de maio de 2012

O que eu não entendo.




        Das coisas que eu quero achar, a principal é o ponto final. Ainda que eu passe uma vida, não é justo limpar sozinha a bagunça que não é só minha. OK psicanalistas, vocês usam teses e teorias pra explicar o homem e suas manias, me façam um favor, um remédio pra esquecimento. Porque o espanto?! Não existem remédios para ativar a memória, porque não o contrário?! Acreditem, certas coisas na vida eu faria a maior questão de esquecer. Quer dizer, melhor seria poder voltar no tempo, e assim não fazer, mas já que isso desafia leis maiores, contento-me com uma singela ajuda de esquecimento. Vamos lá, a gente sempre esquece alguma coisa, a chave do apartamento, a luz acesa, o livro emprestado, a data do cartão de crédito. Deve haver um meio clínico de livrar-se das correntes do passado. Porque eu não consigo mais aceitar as coisas sem revolta. É por demais injusto aceitar algo porque não é modificável. Cansei de ser sofrimento por temer ser final. Não há o que perder quando não se tem nada, porque todo esse receio?! Foi mais término que começo, mais ausência que união, mais vazio que inteiro, mais saudade que paixão.

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