A minha vontade era de sentar naquela calçada e chorar todo o fracasso que os últimos anos se mostraram pra mim. Não, não há mais o que fazer pra mudar a situação. Foi uma escolha que, embora ingênua e esperançosa de inicio, mostrou-se tão equivocadamente inútil com o passar dos dias. Eu queria tanto ter sabido antes o que sei agora. Queria não ter tido a oportunidade de escolher, porque é culpa demais pra se carregar nas costas. É um gosto amargo demais pra provar todos os dias. Eu queria mais humanidade sem necessariamente ter humanos por perto. Mas fui iludida, aturdida por aspirações e palavras bonitas. E hoje, me resta o que?! Pouco mais que palavras soltas, engavetadas na cabeça e no armário, pelo simples fato de não poder deixar meu eu falar mais alto. O que eles vão dizer se assim me virem?! E quantos apontamentos, rótulos e julgamentos terei de ouvir e me explicar, sabendo ser em vão todo e qualquer esforço desprendido. Ninguém vai entender a situação, muito menos o medo que mora aqui dentro, todos terão uma bela e fundamentada justificativa para os meus erros. É o que todos nós sabemos fazer quando não somos personagens da história. E o que me deixa mais angustiada é saber que eu só tenho um caminho a tomar, com todas as suas gostosuras e travessuras, pra ver se um dia eu me conformo disso tudo e aceito o rumo que o destino tratou de me condenar. Eu não espero mais dias melhores, manhãs novas, mudanças contínuas. Honestamente, eu só quero que o tempo passe, eu só quero me livrar de boa parte do fardo que carrego.

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