Como é incômodo esbarrar com pessoas com quem trocamos figurinhas e nem ao menos dizermos: tudo bem?! Talvez assim a gente se dê conta de como a vida muda, ainda que você se encontre o mesmo. Ainda sou eu, com todos os medos e traumas, talvez alguns a mais ou a menos. Ainda gosto das mesmas músicas, minha cor preferida é a mesma, assim como o tom do batom. Mudei pouca coisa, por força do hábito ou necessidade. Mas, sou eu, a mesma, lembra? Compartilhamos segredos, rimos, prometemos reciprocidade sempre. Não fomos os mais populares ou descolados. Mas ainda assim temos histórias e estórias pra contar. Pra guardar. Morávamos no mesmo quarteirão. Ou a quilômetros de distância, pouco importa. Consolamos e nos deixamos consolar. Fizemos a festa quando tudo prometia não dar certo. Lembra-se da festa surpresa?! Inesquecível, assim como a despedida. E toda aquela aflição a espera de um telefonema?! Foram dias difíceis. Superamos. Segredos, hoje tão bobos, que ninguém mais quer saber. Guardamos quando e quanto foi necessário. E me pego com uma vontade besta de voltar, às vezes. Só pra poder dizer que nunca mais vai se repetir. É só uma vez, a única, e vai ficar lá pra sempre. Talvez você não lembre, talvez finja esquecer, mas não costumo esconder sentimento. É como mentir. Não minto, já tive tudo isso em minha vida. E Deus, como era bom. Ainda é, só não é a mesma coisa.

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