Talvez seja isso mesmo o que sobra no fim do dia. Esse misto de fracasso e recomeço. De vontade e desprezo, espera e arrependimento. Essa vontade de não querer mesmo e não poder desistir. E a raiva, a insônia, o muito sono, a pouca verdade, a falta de coragem, o desespero, o abandono e tudo mais que escorre pelos olhos e amarga a garganta. Desse jeito que fui levando, fazendo o que podia e o que não podia. Quantas vezes me faltou tanta coisa e eu me calei porque queria mais. E esperava mais. Por inúmeras vezes acreditei que teria tudo se paciência não me faltasse. E pergunto: o que eu tive?! Aceitei verdades alheias intactas, anulei as minhas. O que fiz além de perder o que era e o que queria ser, hoje me resume a isso que nem eu mesma sei dizer. Isso de escolher é o que acaba com a gente, isso de ser me destrói mais ainda, porque não sou o que eles querem, e ser quem eu sou já me rendeu muitos problemas. Por isso eu digo, sou eu mesmo o problema. E tudo bem, não é a primeira vez que me sinto tão inútil, perdida, usada, burra e sozinha enquanto escrevo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário