Engraçado é saber que me consolo com quem já foi causa pras minhas lágrimas. Verdade, não sei fingir, por muito tempo me afastei daqueles que mais me faziam bem, neguei a mim mesma meu bem estar por pensar estar fazendo o certo. Percebi a tempo o mal que me fazia e, quem diria, alma decidida, aprendi a re-gostar, se é que isso existe. Discretamente, enviei sinais para aqueles que eram amigos, mas pouca gente me respondeu. Por isso, hoje eu digo, gosto mesmo é de gente de verdade. Sim, esses que chegam junto e sentam pra conversar. Conciliam a tarde de fora com a treva que se encontra dentro de mim. Assumem os riscos de uma montanha russa com seus altos e baixos, e sua falta de moderação em alguns momentos. Jogam na cara, e confortam sem falar. E tiram do sério, irritam, abraçam, mas, acima de tudo, sabem do que se passa com um simples olhar. Eu gosto disso. De gente que sente. De quem entende, ou se arrisca a tentar. De quem não desiste, e que até insiste em ficar. Gosto daqueles que dizem que ainda dá pra acreditar, sem vírgulas, ou metalinguística, sem gente intrometida pra te atormentar. Que algumas pessoas não valem a pena, que longas histórias são pequenas, mas que a gente não deve nunca se entregar. E que diz - chega, menina, de esperar a pessoa certa, porque o certo nunca vai chegar. É duvidoso mesmo, é impossível afirmar. Acredite, só o tempo cura, mas você mesma pode a cura encontrar. Na música, na poesia, nas promessas que ainda vão te jurar. Um dia chega, com sol ou chuva, sorriso, abraço, afago, ombros, ouvidos, telefonemas, cócegas, bilhetes para guardar. Mas grite, peça, arrisque, não ouse nunca se entregar. Lembre-se sempre daquele versinho pra se acalmar (8) You can count on me like one, two, three, I'll be there… porque é isso que os amigos devem fazer. É isso, não tem jeito, não há porque mais duvidar.

É este o texto!
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