sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Eu sempre soube...

             

               Eu sinto saudade a todo tempo. Sinto falta até do que nunca tive, mas achei que tinha. E minhas saudades são intensas, são devastadoras. Além disso, trazem doses de arrependimento. Eu sei o quanto isso é ruim, mas a culpa é minha, foram minhas escolhas que fizeram isso. Também tenho saudades do que passou sem que eu pudesse impedir e não volta mais. Saudades dos amigos de verdade, da alegria que coloria o meu dia. Da música preferida acompanhada de chocolate branco. Dos segredos compartilhados no intervalo da aula. Do sorriso mais contagiante e do implicante mais chato e mais amado do mundo. Do abraço carinhoso e da cumplicidade ímpar que existia. E quando tudo isso passou, vieram os dias tórridos de aula, as companheiras de carreira que se tornaram irmãs, os regs em plena semana pra distrair, os toques de celular malucos e os apelidos, as piadas internas, o carinho de quem só tem o melhor a te oferecer, sem esperar nada em troca. Mas eu perdi tudo isso, ficou pra trás. E só me restam lembranças, o único jeito de estar mais perto de quem se ama. As lembranças não mudam, embora as pessoas mudem. Hoje bateu uma saudade tão grande de minha vida com eles. Aqueles que me amaram e me acolheram, e não estão mais ao meu lado todos os dias, que me faziam bem e não aceitavam minha tristeza. Que só queriam me ver feliz e me faziam feliz assim. Eu era feliz, e o melhor, sabia que era.

Um comentário:

  1. Quão profundo e intenso é esse texto. Exemplo perfeito de que a felicidade está nos gestos mais sutis e nos sentimentos mais singelos... Pena que não costumamos ver.

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