"Eu abro as portas do meu coração pra ver
descer o manto da existência sobre mim,
ouvir a voz que sem rodeios me pergunta,
num grito íntimo que só eu posso ouvir:
Será que está valendo a pena ser quem sou?
Viver o sonho que escolhi pra ser o meu?
Amar quem amo, procurar o que procuro?
Andar no rumo que escolheu meu coração."
(Pe. Fábio de Melo)
Talvez
eu ainda precise aprender muito para chegar perto da Tua vontade.
Talvez a minha impaciência e a minha forma negativa de ver as coisas
me distanciem daquilo que tens preparado para mim. Talvez a inquietude
e a mania de imediatismo me impeçam de ver o quão longe já me
permitistes chegar.
Eu
sou teimosa. Erro pra caramba e só consigo mudar a muito custo. Mas
tento, cada dia mais, melhorar naquilo em que mais peco. Eu preciso
de paciência, Deus, mas preciso mais ainda estar em paz comigo para
que isso aconteça. O mundo ao meu redor não permite isso com a frequência desejada, de forma que minha vida vive condicionada à
interferência externa. E isso me destrói. É como se o trabalho de
uma vida não me tivesse valido de nada.
Sei
que não posso culpar os outros. Carrego uma parcela enorme da culpa
e só eu sei o quanto ela me sufoca às vezes. Eu só não quero mais
ser tão estranha. Tão diferente de tudo. Como se eu fosse a única
a fazer o que estou fazendo. Porque eu cansei de justificar minhas
escolhas, pormenorizar meus gostos, fazer meus sonhos caberem na
ideia do mundo.
Eu
só quero ser eu sem me preocupar com as consequências, sem pesar a
vida, sem atrapalhar os outros. Já cansei de ser vista só como um
problema. Eu só quero isso: não ser um problema pra mais ninguém,
nem para mim.

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