segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Enquanto isso II.

Autor Desconhecido

   Enquanto eu comemorava mais um ano de vida, pessoas morriam. Não que isso seja incomum. Pessoas morrem o tempo todo. Mas, diferente da ordem natural das coisas, o sopro de vida foi roubado dessas pessoas, por motivos que não convencem nem a mais ingênua das criaturas que eu conheço.
   Enquanto isso, um rio (e suas mágoas) morre no estado vizinho por pura negligência humana. Enquanto isso, o rio que me viu crescer desaparece em meio à escassez de chuva, obras sem planejamento, desperdício e ganância.
   E eu me pergunto até que ponto precisaremos chegar para que o homem mude a forma de pensar. Ou pense duas vezes. Qualquer evolução na cadeia é válida.
   Em pensar que já vivemos a pós modernidade, eu me pergunto em que era da vida deixamos de pensar e passamos apenas a agir. E agir por impulso não tem sido nada daquilo que esperávamos. Precisamos parar com isso. Agora.  

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