quarta-feira, 1 de abril de 2015

Sobre as grandezas do mundo



Hoje me dei conta de que sonho pouco. Não pouco, talvez pequeno. Ou assim me vejo perto da grandiosidade do mundo. Antes, quando viver em si não me assustava, costumava achar que a vida era, no seu todo, chata e corriqueira. Parecia que tudo estava predestinado. Escrito em letras garrafais e carimbo de certificação.
Agora eu tenho medo. Me dei conta do quão assustadora pode ser a vida num piscar de olhos. Me sinto pequena. Totalmente vulnerável. Às vezes, me vejo sucumbida numa fração de segundos.
Descobri que existem outros horizontes. Que o amanhã sempre chega, mas pode não chegar nunca. E da mesma forma você ainda encontra forças para agradecer por mais um dia.
O mundo é grande. As possibilidades são muitas. Ainda assim, você pode escolher todas as erradas. Não sei. Sorte ou azar. Não sei. Talvez destino. Carma, talvez.
O mundo é grande, é sim. O medo também. Faz parte. Sinto falta da época em que não tinha medo e me sobrava frescor para desbravar a vida. Ainda agradeço por mais um dia, mesmo temendo o amanhã. Ainda espero sonhar grande e, talvez, ver a vida pequena diante das suas tantas possibilidades.
Tenho medo do mundo. Os sonhos também me causam medo. Temo continuar sentindo medo e por assim dizer não enfrentar com a coragem devida aquilo que a vida preparou para mim. Temo a grandiosidade do mundo. Sou pequena demais. Será que encolhi ou foram as coisas ao meu redor que mudaram de tamanho? 

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