Hoje me dei conta de que sonho
pouco. Não pouco, talvez pequeno. Ou assim me vejo perto da grandiosidade do
mundo. Antes, quando viver em si não me assustava, costumava achar que a vida
era, no seu todo, chata e corriqueira. Parecia que tudo estava predestinado.
Escrito em letras garrafais e carimbo de certificação.
Agora eu tenho medo. Me dei conta
do quão assustadora pode ser a vida num piscar de olhos. Me sinto pequena.
Totalmente vulnerável. Às vezes, me vejo sucumbida numa fração de segundos.
Descobri que existem outros
horizontes. Que o amanhã sempre chega, mas pode não chegar nunca. E da mesma
forma você ainda encontra forças para agradecer por mais um dia.
O mundo é grande. As
possibilidades são muitas. Ainda assim, você pode escolher todas as erradas.
Não sei. Sorte ou azar. Não sei. Talvez destino. Carma, talvez.
O mundo é grande, é sim. O medo
também. Faz parte. Sinto falta da época em que não tinha medo e me sobrava
frescor para desbravar a vida. Ainda agradeço por mais um dia, mesmo temendo o
amanhã. Ainda espero sonhar grande e, talvez, ver a vida pequena diante das
suas tantas possibilidades.
Tenho medo do mundo. Os sonhos
também me causam medo. Temo continuar sentindo medo e por assim dizer não
enfrentar com a coragem devida aquilo que a vida preparou para mim. Temo a
grandiosidade do mundo. Sou pequena demais. Será que encolhi ou foram as coisas
ao meu redor que mudaram de tamanho?

Nenhum comentário:
Postar um comentário