Musicas
me estapeiam enquanto embalo meu eu descomedido e magoado. Terminou, ressecou
tudo aquilo que sentia em alma. Sem pele, sem rosto, face ou consolo que me
resgate, seguirei o fluxo das coisas. Ninguém fala a verdade até que ele chegue
aos nossos olhos. E a gente tem que deixar pra trás o que não se faz por
merecer. Hora de faxina, desfazer as malas, refazer os dias. Jogar fora e catar
os cacos do que restou. Pagar o que se deve, devolver o emprestado. Nada de
palavras sujas pra ouvir. Cansei dessa história solta, hora de prender o rumo,
hora de chegar ao fim. Deus sabe muito bem como disfarçar o que não nos convém.
Nada de amar tanto, tenho muito problemas com amor de mais. Por isso grito aos
quatro ventos: joguei tudo no lixo, fique a vontade pra amar a quem quiser.
Estou muito confortável odiando.
