quarta-feira, 27 de junho de 2012

(8) Mas o estrago que faz, a vida é curta pra ver...

       


       Às vezes a fluidez da vida me assusta. A rotatividade do mundo é tão abalável e variante, que me faz ter medo do meu próximo suspiro. Eu tive um ontem, um hoje, e talvez, por certo e de acordo com a normalidade humana, um amanhã em tons pastéis, pulsando em acordes vivos e saudades mortas. Ainda viva, ou em condições para isso. Mas quantos dias assim me são garantidos?! Quer dizer, quem sabe ao certo quantas vezes ainda colocarei a cabeça no travesseiro e despertarei ao som de Adam Levine às 6:05 da manhã?! Não amigo, a morte não me assusta assim, o que causa espanto é a vida, as condições que nos são impostas e que conseguimos vencer. Viver dá muito trabalho, requer muito cuidado, muita dose de querer. E mesmo sem querer, ainda temos muito e não temos mais nada no momento seguinte. A gente passa a vida planejando, construindo e realizando. Trabalhando pra ser algo ou alguém que nos faça melhor do que já somos. Aí vem o destino, traiçoeiro e amigo, e rouba tudo. Leva tudo.
         Alguém te perguntou hoje como foi o seu dia? Pode ser que isso faça falta, mas vai sempre existir o lado bom da história pra lembrar. Há tempos em que não podemos fazer mais nada por nós, e tudo bem se você estava errado, tudo bem se não quiser perdoar, a humanidade tem um poder enorme de ultrapassar as coisas. Uma hora ou outra, esse ‘tudo’ vai passar.    

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