E assim estamos aqui, fadados ao
que a vida permite para nos preencher. Saudades, verdades, constatações e
desistências. Muitas vezes, somos pouco demais para sermos inteiros, completos.
Pecamos, na certeza de que conseguiremos se confiarmos na faísca lampejante em
nossos corações. Somos o que alcançamos com a palma das mãos, com a ponta do pé.
Nada além nos fará parte ou será pedaço solto, avulso e vago no mundo. Somos
passado presente, impaciente por futuro, porque na vida, meu bem, nada é
estático, e mesmo parado, o mundo ainda te arremessa frente ao futuro ou contra
o passado, que ficar requer muito cuidado, requer demais da gente. A gente não para
não, não para por medo, ou por coragem, seguimos ainda que nossos pensamentos permaneçam
em outra parte. Somos pedaços inteiros de um corpo vazio. Morremos tão cheios
de si e tão escassos de vida.

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