domingo, 22 de abril de 2012

Dois pra cá, dois pra lá.



        Então Zé, você vai me acompanhar, né?! Tô doida pra extravasar, Zé, dançar até o pé cair. Vai ser meu par, não vai?! Dançar colado, sem medo ou vergonha, vamos deixar por conta, que hoje eu só quero esquecer! É, Zé, naquele ritmo bem ensaiado que eu gosto tanto, arrastar o chinelo, girar, sorrir de jeito, soltar o quadril, sem medo de ser feliz. Você topa?! O máximo que pode acontecer é você não querer mais parar, isso eu garanto. Bora, Zé, confesso que oportunidade melhor não tem pra você me ver mais feliz, acesa. E quando o ritmo ficar mais calmo, vou recostar a cabeça em seu ombro, você pode apertar minha cintura se quiser, não vou reclamar dessa vez, prometo. Tá bom assim? A gente vai sem compromisso, sem hora certa pra voltar, vai solto que nem passarinho quando aprende a voar. Vamos, Zé, tá ficando tarde e hoje eu não quero perder nem um minuto. Pra voltar, a gente dá um jeito, essas coisas não são como problemas. Há sempre uma solução mais rápida na próxima esquina, pode confiar em mim. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário