Certas coisas só me lembram de que
eu ainda tenho muito a esquecer. Depois de dias arrastados e tentativas vãs de
manter, optei por um desvio no caminho, porque as coisas já não se sustentavam
nos seus devidos lugares. Há muito minha coragem e força de vontade se esvaíram,
ou esconderam-se em qualquer canto despercebido e custei a encontra-las. O
atrevimento e a petulância tiraram férias prolongadas, e quem diria, se
acostumaram à ideia de me deixar só. Logo vocês, tão fortes e tão marcantes em mim?!
A ordem é de retorno imediato, nem mais um dia. E toda essa bagunça, todo esse
auê por conta de histórias e fatos que de nada me abrilhantaram. Muito pelo
contrário, roubaram de mim o que tinha de mais significativo, diga-se de
passagem. Confesso que hoje evito encarar certos pontos e certas faces, não vale
o esforço, o desgaste é por de mais custoso e a recompensa é escassa ou nenhuma.
Meu pensamento fez o favor de voltar pros trilhos e seguir caminho, sem se
importar com a paisagem de fora que continua a mesma. ‘Ela não te incomoda’,
repito a mim mesma todos os dias, e assim vai ser ao longo desses vinte e
poucos meses que me restam. Lembrei-me de uma frase que outrora me acompanhou e
fez abrigo: ‘amo a forma como você sorri com os olhos’. E tenho tentado por
isso em prática, apesar de tudo. Sorrir com os olhos pra aquietar a alma. Me
agarro a isso pra sobreviver por enquanto.

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