A gente cansa. Cansa mesmo, cheguei a essa conclusão depois de dias a fio sentindo esse mal estar que ninguém explica. Caso por caso, me peguei a pensar nos mais de 500 dias que se sucederam. E cheguei a uma conclusão, a gente toma decisão que o coração mandar, mas nem sempre vale o esforço confiar nele. Pondo os pingos nos “is”, deixemos de adiar felicidade e demorar passado, passado é passado, não há o que mudar. Cansa, aborrece, entedia, enfastia o dia e a vida. Fiquemos o tempo que preciso for. Qualquer minuto atrasado acaba por mastigar juízo e destruir razão. E, Deus, que ela não se perca mais, jamais me acometa com tamanha maldade, eu vos suplico, eu preciso de razão pra ser feliz. De tudo o que acontece, a gente teme na certeza de como elas vão caminhar. Só quero ter a certeza de que carrego do meu jeito e do meu modo o que julgo bom dos últimos meses, e nada que massacre meus sentidos pelo simples medo de gostar quase sempre de um clichê. Toda dor pesa a fé de que as coisas um dia melhorarão. Quase nunca acreditei nessa história de cicatrização. E nisso de ficar mais ou menos eu nunca me encaixei. Melhor ser triste por inteiro ou alegre por completo. É mais certo e plausível. Demorei a entender minha grande ilusão, mas já não discuto os efeitos colaterais, no fim das contas todas essas histórias são iguais em suas diferenças. Só passei a entender, e que esse livre arbítrio me sirva pra alguma coisa. É o que dizem, não é?! Liberdade nunca é demais, e eu que não conheço muito o mundo assim, prefiro então crer na premissa alheia que fundamentar minhas próprias conclusões. Não faz mais sentido olhar pra traz e pensar: devia ter feito isso ou aquilo, isso não importa mais. Desistir de sonhos a gente até desiste. Dos sonhos dos outros, dos nossos não, sonhar é a única atração decente do mundo de hoje. É, parece que tenho um novo caminho e percurso pra trilhar. Posso até cogitar um novo amor para em mil pedaços revirar. Ainda sofro com a espera, mas com jeito já sei contornar, peco na certeza de que incerto tudo ainda está, mas é minha única forma de levar.

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