domingo, 12 de fevereiro de 2012

De elástica, minha alma dá de si.


        Dói, né?! Dias assim machucam um bocado. Não o dia em si, mas as circunstâncias em que ele inicia. Sinceramente, eu gostaria de entender porque a gente ainda espera. Será que ninguém percebe o quanto dói não fazer falta? É cruel demais, de uma hora para outra, deixar de ser tudo e tornar-se nada, muito antes do que se imaginava. Certo quando dizem que, muitas vezes, entre a pessoa errada e a dor de ficar sozinha, a solidão é sua melhor companhia. Mas eu sinto falta, falta de mim. Pareço estar sempre ausente, tão alheia que as pessoas ao meu redor parecem não me enxergar mais. Eu simplesmente não consigo compreender como elas deixaram de me reconhecer, de me perceber pelos cantos. Eu perdi tudo, a minha paz, minha pouca e caótica privacidade. Eu não tenho mais nada, e pareço estar sempre exposta, mesmo que todo mundo ignore.  Tá, cada um vive sua vida como quer, eu mesma escrevo, tentando uma fuga imperfeita dos monstros que assombram minha cabeça. Eu já nem tenho mais esse brilho que as pessoas costumam encontrar nos outros. O meu não, é falso, como tudo mais ao meu redor parece ser. E sim, eu queria mudar. Aliás, foi o que eu mais quis nos últimos trezentos e sessenta e cinco dias. Mas já me acostumei ao fato de acordar nublada todos os dias. E aguentar o peso de cada um deles com fortes doses de fidúcia. Porque eu percebi, mesmo depois de negar inúmeras vezes essas verdades que gritam aos nossos ouvidos. A gente se importa, se preocupa, tenta fazer por onde deixar as coisas mais fáceis. E no final, o que nos resta?! Somos descartados da mesma forma, como se nunca tivéssemos feito a diferença.


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