Saudosos, agora não dói saber todas as verdades que me escondiam, sinto uma alegria imensa ao ver tudo tão claro e transparente. Quero que saibam, não perdi. Lutei até o último instante, sem saber que o certo a se fazer era ter entregue os pontos há um bom tempo atrás. A saudade não vai doer tanto como a dor que eu sentia, mas se apertar mesmo, pense o quanto meu sorriso irradia agora em outros cantos. Descobri que, cada vez que me fiz de forte, matei aos poucos o humano que tinha, e me condenei a uma vida assim, sofrida. Sem exageros, poderia ter sido tudo muito diferente. Ou não, talvez qualquer mudança, por maior que fosse, ainda terminaria assim. Mas não se prendam ao fato da minha covardia ter me levado a isso. Ela bem que me evitou por muito tempo, mas há coisas na vida que, mais cedo ou mais tarde, batem à nossa porta. E não desperdicem lágrimas desgostosas que exprimam tudo aquilo que gostariam de ter feito e não fizeram. Esqueçam. A vida é assim mesmo. Mais dia, menos dia, outros tantos farão a mesma coisa. Não há porque lutar numa briga vencida. Há tempos tenho vivido minha derrota como se vitória fosse, mas enxerguei o fato de que não havia motivo algum para seguir esse caminho. Hoje me despeço de tudo aquilo que fui, que fiz e falei. Abro os braços e fecho os olhos para um salto mais alto. Sinto a brisa bagunçar meus cabelos enquanto sussurra loucuras em meu ouvido. Então, não lembre. Esqueça. De todo ou qualquer jeito, vai passar.

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