Mais uma sexta feira sem graça que passa por mim. Exatamente 20:27, e eu ainda nem sei o que vou colocar aqui. Sim, eu sei, estou exausta de me reconstruir todos os dias. A última canção que ouvi gritava por mim tudo aquilo que não sei por pra fora, ou que engulo sem maiores sacrifícios, depois que o danado do costume resolveu se acomodar. As horas se passam, e eu nem me dou conta do tempo perdido. Perda de tempo, me parece, sempre foi o meu forte. Talvez porque não me ocupe do certo, talvez porque o errado me persiga mesmo, e eu já não consiga mais fugir. Não sei por que não me canso de construir e demolir fantasias. Chego a me perguntar os motivos de tanta insistência. Eu até cogitei por um segundo o medo. Do novo e do comum. Da renúncia, da instabilidade. Mas venci muitos deles em busca de meus anseios. Descobri o que é o descontrole. Afoguei mágoas, e senti medo do medo. É, eu ainda engasgo quando as palavras não saem no momento certo. Eu tenho raiva de mim mesma. Percebo que as pessoas realmente veem o que querem, e não o que se é. E persistem, insistem no que não tem mais jeito. Porque não há o que mudar. Acho que não me engano mais. Quando insisto, sei exatamente onde tudo isso vai terminar. Acaso pra mim não convém, descaso me parece mais familiar. É por isso que eu prefiro ficar sozinha no meu canto, pensando. Não que isso me leve a alguma coisa, mas pelo menos não me faz mal. A maioria das pessoas que pergunta se está tudo bem não quer ouvir a resposta verdadeira. E eu cansei de perguntas vazias. De falta de interesse. Como eu não posso cobrar ou pedir explicações, eu fico quieta. E cada dia que passa, fica mais cansativo e difícil acreditar em qualquer coisa que seja.

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