Hoje eu não tô pra ninguém. Sério, se dependesse apenas da minha humilde vontade, uma bomba caía aqui e acabava com tudo. Mas isso eu não posso, então me contento com a raiva que não cabe em mim. Ela transborda em cada palavra que escrevo, cada minuto que eu desperdiço. O engraçado é que foi sempre assim, não sei por que hoje isso insistiu em atormentar. Até parece que eu não sei que, comigo, sempre termina antes de começar. Que o mundo conspira contra mim. Que as pessoas ao meu redor não estão nem aí pro que está acontecendo. Ao invés disso, elas deitam e rolam sobre a minha insignificante paciência e humanidade. E eu não consigo entender porque ainda não me acostumei. Mas eu sei, é aquela velha mania de tentar contornar o inaceitável. De ser vítima do próprio veneno pra não magoar mais ninguém. De aceitar os rótulos por não encontrar argumentos razoáveis pra se justificar. De assumir o papel de vilã por saber que a batalha, na maioria das vezes, não vale a pena. E aceitar o julgamento alheio com cara de espanto e sentimento de desaprovação. Fazer o que?! Comigo sempre foi assim mesmo. Verdade seja dita, nem motivo mais eu tenho pra reclamar. Eu sempre me propus a arrumar a bagunça da vida dos outros. Com a minha, nunca se preocuparam, pra falar a verdade.

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