domingo, 6 de fevereiro de 2011

Quero ir embora.E vou sozinha...



             Sofro mais porque não digo porque sofro’ [Clarice Lispector]. Ou melhor, não me deixam dizer, simplesmente não me escutam, não me atendem, me rotulam de ‘rebelde sem causa’, dramática, egoísta, exagerada... E eu sei que posso ser tudo isso, eu sei que sou muito mais. Eu só quero alguém que me escute e me entenda, que não reclame da minha música ultrapassada, das minhas manias estranhas, dos meus gostos excêntricos, das minhas paranoias e tpm fora de hora. Que não tenha medo de me dizer o que sente e se alegre quando eu disser que é recíproco. Que faça de tudo para alegrar meus dias de outono. Que me faça sentir mais viva do que nunca e que nem passe pela minha cabeça a vontade de desistir de tudo.   Já chega de remar contra a maré, já chega de meios-termos, de mais ou menos ou qualquer coisa. Eu gosto do certo, eu quero o certo. Valorizo o que é essencial e o que me faz bem. Me desapego daquilo que, por algum motivo, deixou de ser necessário. Não posso e não quero mudar pelo que pode não dar certo. A vida não é um jogo em que jogamos com cartas marcadas. São sentimentos, palavras, gestos que definem quem somos. Definem nossas vidas e o que esperamos delas. Eu quero ir embora, viver meus sonhos, seguir meu destino, correr e arrebentar a cara na próxima aventura, e sei que vai continuar tudo certo. Mostrar a cara de desencanto e me vestir daquilo que sou todo dia, e assim vai estar tudo bem.  Quando acho que não tenho mais nada, aí é que me engano, pois ainda falta muito. Não sou fã das historias de amor eterno, porque nada é pra sempre. Alguém que ame agora tá de bom tamanho. Não vou preencher as falhas da vida de ninguém, nem insistir no seu passado. Vou viver agora e planejar o que pode vir, e quem me acompanhar, se prepara e abre o coração, porque não sou de superficialidade. Intensidade me mantém viva, e ponho a prova toda minha resistência.

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