Cansei de ser quem eu andava sendo. De dar tempo ao tempo, de ser paciente. De acreditar que as coisas aconteceriam do meu jeito se eu esperasse. Verdade seja dita, as coisas não acontecem assim. Ainda pior do que mentirem pra você, é não acreditar na verdade diante dos seus olhos. Tudo bem, eu sei, a verdade, às vezes, é humilhante demais. Mas nem por isso deixa de ser a melhor opção. Chega de sonhos e planos no chão do quarto. Hora de deixar o passado. Pra não sentir, pra não lembrar mesmo. Muitas coisas devem ser guardadas, mas muito deve ser deixado de fora. É tempo de voltar a ser quem eu era, mas achei que tinha perdido. Me enganei, você não se perde dentro de si, você se esconde. Camufla-se para se adaptar a coisas novas que chegam a sua vida. Nem sempre o novo nos faz bem, mas de alguma forma nos ajuda no que chamamos de ‘amadurecer’. E quando esse passado se faz presente nos seus dias, talvez fugir seja uma boa opção. Ignorar, quem sabe. Ou encarar que a realidade é essa mesmo, nada de doçura ou sentimento. Para ser mais franca, ultimamente, pouco tenho acreditado em qualquer emoção. E, sinceramente, acho que é melhor pensar assim. Eu não sabia que, quando eu mais criticava minha vida morna e sem graça como chuva de outono, mais eu era feliz. Porque era eu mesma. Com toda intensidade e soberba que sempre existiu, com defeitos e falhas que acostumei ao meu jeito, com toda paixão e agonia escondidas no sorriso. E aquela história de ‘pensar com o coração e agir com a razão’ ainda é de grande serventia para pessoas como eu. É um exercício diário, dever de casa a ser cumprido: voltar a ser que em sempre fui. Minha cabeça me exige isso. E meu coração também.

Acho que estamos vivendo fases bem parecidas. =\
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